sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Para a florista

Pensei que podia lhe pedir flores,
Ou que nem mesmo precisaria pedir,
Me traria todas as manhãs ou todas as noites,
Acompanhadas de seu sorriso.

Florista, nao te vi como vendedora,
Mal sabia,
Que nem sequer sabia plantar.
Dos segredos da terra só sabe o básico,
Rega-me e rega-me até quase me afogar,
E nos dias que o sol não sai,
não sabe ao menos o que fazer.

Do seu contato com as flores,
Percebi que lhe doia os espinhos,
E por isso preferia se manter distante,
E apenas sorrir e vender ,
As flores que outro alguém lhe fornecia.

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