terça-feira, 26 de novembro de 2013

Qual é a existencia da verdade

A realidade
Clara e cristalina
Como verdade
Perpassa aos olhos
Feito água
Feito catarata

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Para a florista

Pensei que podia lhe pedir flores,
Ou que nem mesmo precisaria pedir,
Me traria todas as manhãs ou todas as noites,
Acompanhadas de seu sorriso.

Florista, nao te vi como vendedora,
Mal sabia,
Que nem sequer sabia plantar.
Dos segredos da terra só sabe o básico,
Rega-me e rega-me até quase me afogar,
E nos dias que o sol não sai,
não sabe ao menos o que fazer.

Do seu contato com as flores,
Percebi que lhe doia os espinhos,
E por isso preferia se manter distante,
E apenas sorrir e vender ,
As flores que outro alguém lhe fornecia.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Seu, Meu, Nosso

Nossos corpos se entranham de tal forma
Que nossas almas se tocam.

De toda carne trêmula e labios avermelhados,
Pele eriçada e olhos revirados,
Surgem entre gemidos e suspiros juras de amor.

Entre sorrisos e olhares,
Mãos espalmadas,
Apertam, batem e acariciam.
Tantos contrastes,
Entre dor e prazer,
Que levam tardes eternas,
E transformam cada segundo ,
Cada detalhe,
Em algo inesquecível.

Você me traz a vida,
Me leva a pequenas mortes,
Em paraísos sinestésicos,
Onde apenas nós dois habitamos,
Onde apenas nós dois bastamos,
E transformamos tudo em prazeres intermináveis.

Nos pertencemos e nos sentimos,
Inteiros, por cada pedaço,
Sentido por toda parte.

E nossos corpos se tocam,
E nossas almas se entranham.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Deus, permita-me asas
Me de leveza de alma e pensamento
Faça-me algodão soprado aos ares
Rodopiante, flutuante

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Memória tátil
Das novas fotos as roupas antigas
Nas novas passagens a mesma atitude
Choro de felicidade por ver seus sorrisos

Caminho de mao dupla

Por pior q tenha sido o caminho
o retorno é sempre mais aliviante
não me perca pelo sorriso do passado
que lagrimas ja derramei de felicidade