quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Hoje vou de Chico


Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Formula

Não me olhe desse jeito
Cheia de desejo
Dessa forma não consigo escapar

Poema

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A cada palavra
Em cada gesto
No sorriso que não sai do rosto
Na aflição
E mesmo a aparente leveza
Os batimentos acelerados
E o estomago corroído
Na espera
E na ansiedade
Na vida semelhante
Confidencias trocadas
Saudades que ficam

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Da lingua aos dentes

A areia pairava no ar
Encontrou na minha lingua um repouso
Adormeceu
No escuro de meus lábios fechados

Lá resolveu viver
Apesar da coçeira
Não quis incomodar minha hospede
Nem mesmo deixar a luz dourada do sol entrar
Para não desperta-la

Assim o tempo passou e ela cresceu
Ouvia sempre tudo que ocorria a volta
E um dia resolveu que era hora de nascer

Minha garganta trancou-se
De forma abrupta
Meus lábios se rasgaram o procura de ar

E a luz de prata banhou o céu
Minha boca escancarada
Revelava uma pérola
repousada em minha língua

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

...A l‘outre ...

Você merece a leveza de uma pena
Risos e abraços
Beijos e caricias no cabelo
Colo e por do sol

Minha necessidade é relaxar
Deixar o ar me tomar por completo
Me tornar leve, por mim, por você
Quem sabe por nós

Ter calma e um ponto fixo
De preferencia uma estrela no céu
Deitar sobre o mar, e relaxar.


...Dans ces moments...

" Calma, relaxa..respira, olha o céu...
Estou te segurado vou tirar minha mão com calma e continua leve.."

Me ensinou a descansar no mar, enquanto admiro estrelas
Agradeço cada segundo e por ter me feito crescer tanto
Levarei cada segundo para sempre

Maktub

Tudo há de existir
Com traços diferentes,
Cores diferentes
Sorrisos e rostos diferentes.
Assim como os lugares
E tudo mais que por certo
No porvir existirá

A inverossimilhança do real

Como acreditar que se faz realidade
Se ocorreu em um pequeno estilhaço de tempo
Não se fez notado
E agora já invade e toma tudo

Como crer em um ciclo
Onde o caminho percorrido
Leva ao ponto de partida

Que irracionalidade é essa
Que transfere a angustia aos sonhos
E os transforma no local ideal
Onde tudo de melhor acontece

Espero por trazer a fumaça ao concreto
E sentir no toque essa realidade

sábado, 14 de setembro de 2013

Curupira

No por vir..
Falar da merda do progresso, progresso de que, de quem pra que, pra quem?
Defender o retrocesso, talvez relembrar vanguardas - a danca de matisse e o mundo original onde tudo era criação - como voltar e recriar tudo? Do lego a Shiva
O que o progresso nos trouxe - o que é a humanindade, que se afasta cada vez mais do antural e do animal cortando laços com a propria natureza, e antes fosse só os laços ams a matamos quase que como edipo matando o proprio pai
Pensar na dança no corpo e no toque - a relação humana desejavel, não submetimento a algo maior criada pelos homens se não veneramos barro que dirá papéis retangulares. porque do corpo esquecido? não só ele como nossa própria expressão... expressões no lugar de opniões, duvidas no lugar de verdades..
O toque das mãos o toque do corpo, a nudez como naturalidade que costumes são esses? que pudor? 
A nudez sem sexualidade a comunhão a vibração a uniao
O progresso do natural. Trepadeiras e ervas daninhas que invadem as fábricas (fotos?)
A mistura do amor e do medo
A falta do amor próprio
Como é dificil fazer as pazes consigo mesmo em um mundo que anula o ser

Par no futuro rever pensar e quem sabe lapidar

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Amor de infancia

Me pego já há tempos
Talvez de quando em quando
Sentado no chão
Com minha memória aberta entre as pernas
Antônito sem olhar pra frente
Transformando o tempo em contemplação e saudosismo

Eis que embaixo de tudo
Surge algo esquecido
Coberto de poeira e lembranças
Palavras antigas
De quando o sentimento é maior que qualquer razão

Revejo quase que minha infância
Que agora possui inclusive outra infância
Mergulho em tal memória e me vejo cercado pelo real
Entre risos, e palavras bobas
Vejo que os caminhos paralelos agora se cruzam
Entre tanta semelhança
Confundo passado com presente
Eu com você

De costas te vejo e admiro
Em algum olhar perdido
Copio-a para minha memória
Assim passo a tarde ensolarada
Sentado ao seu lado
Com nossas caixas de memórias sendo lidas
Remexidas, declamadas

Regresso da vivência passada, no tempo presente
Me flagro com a cabeça distante
Distante a ponto de se aproximar de você
Que logo se revela distante, a ponto de estar aqui
E de repente tudo fica confuso
Talvez o coração tenha relembrado seu ritmo de infância
Corrido na frente de nós dois
Que logo disparamos ao seu encontro...

Há aquele medo e frio na barriga
E novamente um vácuo temporal
Que logo se mostra espacial

A tarde talvez tenha sido curta
Ou não nos demos tanta a oportunidade de vivenciar o presente
Um grito silenciado
Lábios não tocados
Por pouco
Talvez centímetros ou segundos

E esse amor de infância
Recordado, talvez brevemente
Agora fica a merce
Do tempo e do espaço

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Le Cadeau

Lembrei de você
O que talvez não seja tanta novidade
Lembrei no dia certo... na hora certa...
Mas incerto
Incerto sobre quem presentear
Incerto sobre seu sorriso ou sua aflição
Mas certo que queria estar ai...


domingo, 1 de setembro de 2013

Pausa dos olhos

Olhar vago, 
Vagueia pela cidade e por todos os lugares, 
Cansado de tanto enxergar decide fazer suas próprias pausas, 
Aparentemente inconscientes e desconexas. 
Punctus do cotidiano de quem só vagueia pelo mundo e pela rotina