domingo, 26 de maio de 2013

Do sonho da vida que sempre não quis, mas, que mais desejo

O despertador e a manhã recém acordada
O café, a pasta de hortelã
A blusa de botões, a pasta de couro
Pressionar o botão do carro,
O botão do rádio
E ouvir as noticias
Ouvir o elevador
Escutar atentamente as novas diretrizes
Olhar as horas no relógio de pulso
Olhar os papéis das gavetas e da pasta,
Gira ponteiro
Gira a cadeira
Da portaria ao corredor
De dentro, os sons do apartamento
O movimento das coisas e do cheiro da comida,
Gira o molho de chaves,
O beijo, o abraço, a conversa
Do banho à cama
Corpos, palavras e o ajuste do despertador do dia seguinte...

Antes do retorno ao inicio do poema...  os sonhos...

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