domingo, 26 de maio de 2013

Do sonho da vida que sempre não quis, mas, que mais desejo

O despertador e a manhã recém acordada
O café, a pasta de hortelã
A blusa de botões, a pasta de couro
Pressionar o botão do carro,
O botão do rádio
E ouvir as noticias
Ouvir o elevador
Escutar atentamente as novas diretrizes
Olhar as horas no relógio de pulso
Olhar os papéis das gavetas e da pasta,
Gira ponteiro
Gira a cadeira
Da portaria ao corredor
De dentro, os sons do apartamento
O movimento das coisas e do cheiro da comida,
Gira o molho de chaves,
O beijo, o abraço, a conversa
Do banho à cama
Corpos, palavras e o ajuste do despertador do dia seguinte...

Antes do retorno ao inicio do poema...  os sonhos...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ensaio da paixão pela loucura

A existência, em mim e em todos, é tão puramente clara,
Cresce as vezes sem avisar
Traz consigo um mundo novo e inesperado
Retira todas as razões e obviedades que eram tão justas e lógicas
Arrebata pelos sentimentos, e evidência nosso total descontrole
Do amor ao ódio, dos sorrisos as lágrimas,
Em ti não existem contradições, apenas incompreensões,
E quando não existe, ou mesmo adormece-te,
O mundo revela-se em tédio,
Com seus dias e horas repetitivos e incansáveis, ou mesmo cansáveis
Em seu compasso lento, milimétrico, calculado, previsível...
Por isso quando surgires, tome-a no colo abrace-a e jure eternindade
Permita-a se entranhar e suas veias e tomar a ti e ao teu mundo,
Que no fundo sempre aclama por ela.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Into the Wild

Não é que eu tenha um grande vazio dentro de mim,
Eu sou um grande vazio,
...obrigado por me revelar isso,
O quanto sou um depósito de coisas,
...e são tantas coisas...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Do nada ao nada

Faça do silêncio seu eterno sepulcro
Pois nada mais há pra ser visto ou dito
Se a existência não mais tem motivo
A cova funda é o melhor dos destinos
E quem sabe frente a lápide
Em raras datas alguém nãos e encontre