terça-feira, 30 de abril de 2013

Sobre corpos

As unhas cheias de terra
A terra cheia de sangue
O suor e a sujeira de seu corpo e de outros corpos
A mente em um paraíso inexistente
Único refúgio criado

domingo, 21 de abril de 2013

Mistura, Caminhos e Desencontros

Toda errada
Me liga na madugada
Desabafa dores, prazeres, lágrimas.
Me encara e sorri
Me confunde
Me abraça

Abre a porta em prantos
Gritos e choros
Raiva e tristeza
Por um amor imperfeito
Me puxa deitada me prende
E jura eternidade com rosto enrubescido

Jura amor anonimo
Como se eu não já soubesse
Alimenta sempre um talvez
Seduz a cada oportunidade
Corporifica minha confusão em palavras

Chora ao dizer adeus
Aperta forte minha mão
Debruça em meus ombros
E some

Esconde os olhos
Faz drama
Deixa as lagrimas escorrerem
Assume a culpa
Encara o céu  - Refletido em mais olhos cheios,
Não me toca
Não sorrio 
Viramos as costas

Sumimos


sábado, 20 de abril de 2013

Escola

Eu to voltando
Para o tempo das minhas palavras e atos
Eu to voltando para o que parecia se um hiato
Mas onde se encontrava a mais pura verdade
No tempo que eu menos podia ter razão era onde eu tinha absolutamente tudo
Volto agora, mas acredito que terei que voltar mais vezes
Pois nada adiantaria ter uma chave na mão sem saber onde usa-la

sábado, 6 de abril de 2013

Humano não reciclável

Mercadoria nova
Com qualidades anunciadas
Defeitos omitidos
E disposto em prateleira

"1001 utilidades, flexível, maleável, design único.
Não perca essa incrível oportunidade
Edição limitada! Tenha já o seu!"
...
Olhado e testado,
Lido e comparado

Comprado!
...
......
Me vendi tão barato
Nem sequer vi o preço
Me tornei mercadoria
Usada, quebrada, descartada







terça-feira, 2 de abril de 2013

O vinho sangue opaco
O vermelho vivo brasa
E o respirar esfumaçado
Esfria o vermelho ao vinho