quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

brainstorm vento

Sopro, leveza, vento
Ontem hoje amanha
Incertezas certas de momentos preenchidos completos
que se esvaem
tranformação
o nada que carrega tudo consigo e traz tudo consigo
como o vento
Aonde estou
Quem sou 
O que faço
não sei
Só vivo
Não é a passividade frente a maré
É a natureza do vento
É o movimento
é a dança
que nunca para, senão desfalece

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sorriso Nômade

Sorriso Nômade
Brinde comigo este poema
As  palavra de alegria em detrimento das tristes
Glorifiquemos todos os abraço
Beijos sorrisos e com toda certeza, toda gargalhada
Quero antes exaltar as brincadeiras
A cumplicidade
As noites não dormidas antes das 3 da manha
E as manhas que começam junto com a tarde.

Os olhares se renovam Sorriso Nômade
Assim como a vida e as pessoas
Deixemos a fragilidade aos copos
Mas não deixemos de brindar
Pelo que veio e pelo que virá

Não retiremos jamais o sorriso da face
E a bebida dos copos
A noite ou o dia é um momento só
Que nos espera ansiosamente
Sejamos simples e irresponsáveis
Pois assim é a alegria

E brindemos enfim!
E continuemos a andar Sorriso Nômade




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Momento do horizonte

Ao redor, água.
O mar calmo
A brisa leve e constante
Sopra minha vela
Faz meu barco vagar por águas sem terras
Sem nenhuma terra

Debruco sobre a proa
e vejo a agua deslizar sobre o casco
E mil ondulacoes se formam

A agua trepida,
E novamente volta a se acalmar

O céu limpo,
Vazio de nuvens
Céu e mar azul
Sem nada
Somente eu e meu barco
Vagando

Não mais procuro terras
Não mais procuro portos
Meus pes ja se acostumam a ondulação
E do mar tiro tudo que preciso

O mar e eu
Como um só
É o que basta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que me falta é a palha e a rede
E o olhar ao mar e o observar das marés
É não ter pressa, é nao precisar do tempo
Te-lo em sua totalidade

O que preciso é ver uma planta crescer
Dia a dia lentamente
Sem que eu nada possa fazer para acelera-la

Me falta arrebentar os relógios
Os tempos e as maquinas
Andar na vida como quem anda de mão dadas com uma criança
Que quer ver e pegar tudo a sua volta
sem que isso lhe retarde o caminho

Preciso fazer as pazes com minha filha que há tempos esqueci lá atras
E com o meu pequeno eu que ja tem sua pequenas pernas cansadas de tanto correr

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Indrajit

Orquestra com maestria os pensamentos
Tece com o olhar a imaginação e fantasia de qualquer outro
Delicia com palavras ou gestos a relidade que ainda nem existe


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Do dia a noite

No abrir pesado dos olhos
O gosto amargo na boca
O peso do corpo, afundado na cama entrelaçado pelos lençois enrolados
Da janela o sol estourado
Esquentando o rosto e latejando os pensamentos
O dia anuncia ainda ser dia
A agua caindo bem, como a cerveja de outrora

O sufoco trazido pelo quarto
E toda a brisa de liberdade presa lá fora
A espera pela noite
Pelo copo e pela fumaça
Dos risos e abraços
Contindos pela falsa aparencia saudável do dia