segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Rugas

Enquanto a pele se eriça
O espirito congela-se
A lingua desenrola-se kilometros
em um dialeto estrangeiro
Do gelo agora quebrado
A vida parece brotar

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Pinga gota amarelada
No ritmo blues da festa que se encerra
Dispersa fumaça
No bafo da janela entre a berta
Veste-se o palitó e o chapéu
E sai pela noite que se apresenta a porta
Dos ecos dos passos
Nos barulhos dos carros
Na noite de insonia
Que se mostrará infinita


domingo, 22 de dezembro de 2013

Formigas

Os caminhos iguais
Diversos só pelo acaso
As pequenas almas
Que seguem a si
Tão cegamente

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Qual é a existencia da verdade

A realidade
Clara e cristalina
Como verdade
Perpassa aos olhos
Feito água
Feito catarata

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Para a florista

Pensei que podia lhe pedir flores,
Ou que nem mesmo precisaria pedir,
Me traria todas as manhãs ou todas as noites,
Acompanhadas de seu sorriso.

Florista, nao te vi como vendedora,
Mal sabia,
Que nem sequer sabia plantar.
Dos segredos da terra só sabe o básico,
Rega-me e rega-me até quase me afogar,
E nos dias que o sol não sai,
não sabe ao menos o que fazer.

Do seu contato com as flores,
Percebi que lhe doia os espinhos,
E por isso preferia se manter distante,
E apenas sorrir e vender ,
As flores que outro alguém lhe fornecia.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Seu, Meu, Nosso

Nossos corpos se entranham de tal forma
Que nossas almas se tocam.

De toda carne trêmula e labios avermelhados,
Pele eriçada e olhos revirados,
Surgem entre gemidos e suspiros juras de amor.

Entre sorrisos e olhares,
Mãos espalmadas,
Apertam, batem e acariciam.
Tantos contrastes,
Entre dor e prazer,
Que levam tardes eternas,
E transformam cada segundo ,
Cada detalhe,
Em algo inesquecível.

Você me traz a vida,
Me leva a pequenas mortes,
Em paraísos sinestésicos,
Onde apenas nós dois habitamos,
Onde apenas nós dois bastamos,
E transformamos tudo em prazeres intermináveis.

Nos pertencemos e nos sentimos,
Inteiros, por cada pedaço,
Sentido por toda parte.

E nossos corpos se tocam,
E nossas almas se entranham.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Deus, permita-me asas
Me de leveza de alma e pensamento
Faça-me algodão soprado aos ares
Rodopiante, flutuante

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Memória tátil
Das novas fotos as roupas antigas
Nas novas passagens a mesma atitude
Choro de felicidade por ver seus sorrisos

Caminho de mao dupla

Por pior q tenha sido o caminho
o retorno é sempre mais aliviante
não me perca pelo sorriso do passado
que lagrimas ja derramei de felicidade


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Procura-se amar o atman

Conflitos complexidade tontura e agitações da perna
Porque é tão dificl simplesmente deixar-se invadir pelo ceu
nao ser nada apenas um espaco
Admirar ele todo como a sim mesmo

Ode temporal

Ao meu amigo
Amante
Cumplice
Tempo

Tempo que corre comigo
Para comigo
Se expressa por ventos
Ou pela calmaria dos mares

Ao amor ao tempo
Que me acompanha desde o meu nascimento
E estará lá em minha morte
Até meu ultimo suspiro
Quando comigo irá desfalecer

Tempo cresca comigo
Com minhas unhas e cabelos
Evolua e desevolua com meu pensamento
E paire pelo mundo
Assim como pretendo vagar por seus espaços

Tempo, por tanto tempo que de ti fugi
Por tanto tempo que de minhas mãos escapara
Venha agora tomar meus poros e se entranhar em mim

Tempo beije -me e toma meu corpo
Sugue-me a vida aos poucos
Ate restar apenas pele rugas e dentes
Que sorrirão pra eternidade em teu nome
Tempo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Não consigo sequer me deitar
Imovel permaneco sem ao menos querer virar o rosto
Saber que não está por perto já me faz sentir me em um mundo estranho
O silêncio nunca foi tão visivel

domingo, 13 de outubro de 2013

O adeus se dá em voos

Voe pena,
Mais leve e mais alto
Do que o pássaro a quem te pertenceu
Permita-se ser mais leve
Deixe que o vento te apresente um mundo
Que aquele pássaro jamais pensou em conhecer

Veja pena,
Que não há grades que lhe prendam
E que é tão bonita
Solta no ar
Pairando pelo céu

Pena,
Sou você
E desejo-te que seja
A pessoa também mais querida

Permita-se não ser nada
Ou ao menos ser pequena
A pequenez é para os poucos
Que sabem o verdadeiro valor da vida



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Somos 2

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Me devora
Me encanta
Me decora
Me envolve
Me enlouquece
Me completa
Me mata de saudade

Espera
Esfria
Relaxa
Ginga
Dribla
Para tantos
outros Me

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Hoje vou de Chico


Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Formula

Não me olhe desse jeito
Cheia de desejo
Dessa forma não consigo escapar

Poema

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A cada palavra
Em cada gesto
No sorriso que não sai do rosto
Na aflição
E mesmo a aparente leveza
Os batimentos acelerados
E o estomago corroído
Na espera
E na ansiedade
Na vida semelhante
Confidencias trocadas
Saudades que ficam

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Da lingua aos dentes

A areia pairava no ar
Encontrou na minha lingua um repouso
Adormeceu
No escuro de meus lábios fechados

Lá resolveu viver
Apesar da coçeira
Não quis incomodar minha hospede
Nem mesmo deixar a luz dourada do sol entrar
Para não desperta-la

Assim o tempo passou e ela cresceu
Ouvia sempre tudo que ocorria a volta
E um dia resolveu que era hora de nascer

Minha garganta trancou-se
De forma abrupta
Meus lábios se rasgaram o procura de ar

E a luz de prata banhou o céu
Minha boca escancarada
Revelava uma pérola
repousada em minha língua

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

...A l‘outre ...

Você merece a leveza de uma pena
Risos e abraços
Beijos e caricias no cabelo
Colo e por do sol

Minha necessidade é relaxar
Deixar o ar me tomar por completo
Me tornar leve, por mim, por você
Quem sabe por nós

Ter calma e um ponto fixo
De preferencia uma estrela no céu
Deitar sobre o mar, e relaxar.


...Dans ces moments...

" Calma, relaxa..respira, olha o céu...
Estou te segurado vou tirar minha mão com calma e continua leve.."

Me ensinou a descansar no mar, enquanto admiro estrelas
Agradeço cada segundo e por ter me feito crescer tanto
Levarei cada segundo para sempre

Maktub

Tudo há de existir
Com traços diferentes,
Cores diferentes
Sorrisos e rostos diferentes.
Assim como os lugares
E tudo mais que por certo
No porvir existirá

A inverossimilhança do real

Como acreditar que se faz realidade
Se ocorreu em um pequeno estilhaço de tempo
Não se fez notado
E agora já invade e toma tudo

Como crer em um ciclo
Onde o caminho percorrido
Leva ao ponto de partida

Que irracionalidade é essa
Que transfere a angustia aos sonhos
E os transforma no local ideal
Onde tudo de melhor acontece

Espero por trazer a fumaça ao concreto
E sentir no toque essa realidade

sábado, 14 de setembro de 2013

Curupira

No por vir..
Falar da merda do progresso, progresso de que, de quem pra que, pra quem?
Defender o retrocesso, talvez relembrar vanguardas - a danca de matisse e o mundo original onde tudo era criação - como voltar e recriar tudo? Do lego a Shiva
O que o progresso nos trouxe - o que é a humanindade, que se afasta cada vez mais do antural e do animal cortando laços com a propria natureza, e antes fosse só os laços ams a matamos quase que como edipo matando o proprio pai
Pensar na dança no corpo e no toque - a relação humana desejavel, não submetimento a algo maior criada pelos homens se não veneramos barro que dirá papéis retangulares. porque do corpo esquecido? não só ele como nossa própria expressão... expressões no lugar de opniões, duvidas no lugar de verdades..
O toque das mãos o toque do corpo, a nudez como naturalidade que costumes são esses? que pudor? 
A nudez sem sexualidade a comunhão a vibração a uniao
O progresso do natural. Trepadeiras e ervas daninhas que invadem as fábricas (fotos?)
A mistura do amor e do medo
A falta do amor próprio
Como é dificil fazer as pazes consigo mesmo em um mundo que anula o ser

Par no futuro rever pensar e quem sabe lapidar

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Amor de infancia

Me pego já há tempos
Talvez de quando em quando
Sentado no chão
Com minha memória aberta entre as pernas
Antônito sem olhar pra frente
Transformando o tempo em contemplação e saudosismo

Eis que embaixo de tudo
Surge algo esquecido
Coberto de poeira e lembranças
Palavras antigas
De quando o sentimento é maior que qualquer razão

Revejo quase que minha infância
Que agora possui inclusive outra infância
Mergulho em tal memória e me vejo cercado pelo real
Entre risos, e palavras bobas
Vejo que os caminhos paralelos agora se cruzam
Entre tanta semelhança
Confundo passado com presente
Eu com você

De costas te vejo e admiro
Em algum olhar perdido
Copio-a para minha memória
Assim passo a tarde ensolarada
Sentado ao seu lado
Com nossas caixas de memórias sendo lidas
Remexidas, declamadas

Regresso da vivência passada, no tempo presente
Me flagro com a cabeça distante
Distante a ponto de se aproximar de você
Que logo se revela distante, a ponto de estar aqui
E de repente tudo fica confuso
Talvez o coração tenha relembrado seu ritmo de infância
Corrido na frente de nós dois
Que logo disparamos ao seu encontro...

Há aquele medo e frio na barriga
E novamente um vácuo temporal
Que logo se mostra espacial

A tarde talvez tenha sido curta
Ou não nos demos tanta a oportunidade de vivenciar o presente
Um grito silenciado
Lábios não tocados
Por pouco
Talvez centímetros ou segundos

E esse amor de infância
Recordado, talvez brevemente
Agora fica a merce
Do tempo e do espaço

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Le Cadeau

Lembrei de você
O que talvez não seja tanta novidade
Lembrei no dia certo... na hora certa...
Mas incerto
Incerto sobre quem presentear
Incerto sobre seu sorriso ou sua aflição
Mas certo que queria estar ai...


domingo, 1 de setembro de 2013

Pausa dos olhos

Olhar vago, 
Vagueia pela cidade e por todos os lugares, 
Cansado de tanto enxergar decide fazer suas próprias pausas, 
Aparentemente inconscientes e desconexas. 
Punctus do cotidiano de quem só vagueia pelo mundo e pela rotina

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Só peço que dance comigo,
Sem palavras
Deixe o corpo falar.

sábado, 17 de agosto de 2013

reflexos

Na minha admirável esquizofrenia
Consigo finalmente me achar
Olho no meu olho, e converso alguns minutos
tentando me chamar de eu e nao de você
ri os primeiros minutos, envergonhado de mim mesmo
até comecar a ter tantas trocas e ideias interessantes
refletindo sobre mim comigo mesmo
e de quando em quando me flagrava me flertando

Voce ainda é a mesma

Seus olhos ainda sorriem como antes

sábado, 3 de agosto de 2013

Quando acordei, pensei que havia começado a sonhar
De repente a encontrei ali
Deitada ao meu lado de olhos fechado e aconchegada em mim

Os sapatos no canto da cama
A roupa pendurada na cadeira
Junto com sua bolsa

Tudo como quem chegara a pouco
E simplesmente tivesse esquecido por todo esse tempo
Que seu lugar era aqui do lado

terça-feira, 23 de julho de 2013

Como deve ser dormir ao seu lado?
Ver seu sorriso em frente a meu rosto
suas maos sobre as minhas
suas costas no meu peito e meus bracos te protegendo
Que sensação incrivel deve ser o de te abracar por toda a longa noite

quarta-feira, 10 de julho de 2013

inlugar

O tempo é um suspiro,
Lento e interminável
Concreto como as nuvens
Que nossa imaginação tenta controlar

O meu tempo,
Já passou e ainda está por vir
anuncia-se e despede-se
e cada segundo do relógio

Habito em um tempo vácuo,
Incerto, estilhaçado
Perfurante e cortante
Que fere os estático e a quem tenta se mexer

Meu tempo não é época
Sequer história
É descartável e plástico


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Do sonho ao poema a carta

sem despedidas permito-lhe ir
afinal quem sou eu?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Era uma mistura de amor e desejo
Tão grande e retida por tanto tempo
Que esquecemos de tudo ao nosso redor
E entregamos nossos corpos que logo se tornaram um.

domingo, 26 de maio de 2013

Do sonho da vida que sempre não quis, mas, que mais desejo

O despertador e a manhã recém acordada
O café, a pasta de hortelã
A blusa de botões, a pasta de couro
Pressionar o botão do carro,
O botão do rádio
E ouvir as noticias
Ouvir o elevador
Escutar atentamente as novas diretrizes
Olhar as horas no relógio de pulso
Olhar os papéis das gavetas e da pasta,
Gira ponteiro
Gira a cadeira
Da portaria ao corredor
De dentro, os sons do apartamento
O movimento das coisas e do cheiro da comida,
Gira o molho de chaves,
O beijo, o abraço, a conversa
Do banho à cama
Corpos, palavras e o ajuste do despertador do dia seguinte...

Antes do retorno ao inicio do poema...  os sonhos...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ensaio da paixão pela loucura

A existência, em mim e em todos, é tão puramente clara,
Cresce as vezes sem avisar
Traz consigo um mundo novo e inesperado
Retira todas as razões e obviedades que eram tão justas e lógicas
Arrebata pelos sentimentos, e evidência nosso total descontrole
Do amor ao ódio, dos sorrisos as lágrimas,
Em ti não existem contradições, apenas incompreensões,
E quando não existe, ou mesmo adormece-te,
O mundo revela-se em tédio,
Com seus dias e horas repetitivos e incansáveis, ou mesmo cansáveis
Em seu compasso lento, milimétrico, calculado, previsível...
Por isso quando surgires, tome-a no colo abrace-a e jure eternindade
Permita-a se entranhar e suas veias e tomar a ti e ao teu mundo,
Que no fundo sempre aclama por ela.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Into the Wild

Não é que eu tenha um grande vazio dentro de mim,
Eu sou um grande vazio,
...obrigado por me revelar isso,
O quanto sou um depósito de coisas,
...e são tantas coisas...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Do nada ao nada

Faça do silêncio seu eterno sepulcro
Pois nada mais há pra ser visto ou dito
Se a existência não mais tem motivo
A cova funda é o melhor dos destinos
E quem sabe frente a lápide
Em raras datas alguém nãos e encontre

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sobre corpos

As unhas cheias de terra
A terra cheia de sangue
O suor e a sujeira de seu corpo e de outros corpos
A mente em um paraíso inexistente
Único refúgio criado

domingo, 21 de abril de 2013

Mistura, Caminhos e Desencontros

Toda errada
Me liga na madugada
Desabafa dores, prazeres, lágrimas.
Me encara e sorri
Me confunde
Me abraça

Abre a porta em prantos
Gritos e choros
Raiva e tristeza
Por um amor imperfeito
Me puxa deitada me prende
E jura eternidade com rosto enrubescido

Jura amor anonimo
Como se eu não já soubesse
Alimenta sempre um talvez
Seduz a cada oportunidade
Corporifica minha confusão em palavras

Chora ao dizer adeus
Aperta forte minha mão
Debruça em meus ombros
E some

Esconde os olhos
Faz drama
Deixa as lagrimas escorrerem
Assume a culpa
Encara o céu  - Refletido em mais olhos cheios,
Não me toca
Não sorrio 
Viramos as costas

Sumimos


sábado, 20 de abril de 2013

Escola

Eu to voltando
Para o tempo das minhas palavras e atos
Eu to voltando para o que parecia se um hiato
Mas onde se encontrava a mais pura verdade
No tempo que eu menos podia ter razão era onde eu tinha absolutamente tudo
Volto agora, mas acredito que terei que voltar mais vezes
Pois nada adiantaria ter uma chave na mão sem saber onde usa-la

sábado, 6 de abril de 2013

Humano não reciclável

Mercadoria nova
Com qualidades anunciadas
Defeitos omitidos
E disposto em prateleira

"1001 utilidades, flexível, maleável, design único.
Não perca essa incrível oportunidade
Edição limitada! Tenha já o seu!"
...
Olhado e testado,
Lido e comparado

Comprado!
...
......
Me vendi tão barato
Nem sequer vi o preço
Me tornei mercadoria
Usada, quebrada, descartada







terça-feira, 2 de abril de 2013

O vinho sangue opaco
O vermelho vivo brasa
E o respirar esfumaçado
Esfria o vermelho ao vinho

terça-feira, 26 de março de 2013

Passos do tempo

Os pés tocavam levemente o chão
pendurados de um corpo cansado
Exibiam em rugas todo o tempo passado.
Vez em quando procuravam as sandálias
caídas pela aflição do tempo que não passava mais.
A sombra dos dedos se estirava e se encolhia
rodeava os pés da cadeira de madeira desgastada.
Enquanto o sol tocava levemente o chão
iluminando a poeira que pairava arrastada pelo vento.



domingo, 17 de março de 2013

Meus desejos e quereres são infinitos, assim como os prazeres provindos deles

Roleta russa

Catar como as mãos de outrora
Sentir de seus próprio braços a força de um pai
Usar o acaso com descaso
Poder te ter e te descartar
Utilizar somente os piores
Ocupar os espaços antes de ocupar o tempo
Arrebentando a garganta de gritar o silêncio
Só colhendo os que não servem
E peneirar os sentimentos
Tendo do chão que pisa o melhor abraço
Tomar em um só gole
Amorfizar o vazio
Degustar o amargo

Cartilha




quinta-feira, 14 de março de 2013

esculpindo

Aline...
Alexandre...
Alana...
Detesto quando o vazio começa a tomar forma.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Felicidades

A felicidade tem tantas faces
De todas há uma que mais me agrada
Aquela leve, pós banho, desmaqueada
A felicidade de cabelos soltos e pés descalços
Que admira o horizonte sabendo que ali há tudo
Que não tem preferencia entre sol, lua ou chuva
Uma felicidade que dança
Gira segurando a ponta da saia
E desfalece em sorrisos e olhos puros
De felicidade

....

À felicidade Sorriso Nômade

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

brainstorm vento

Sopro, leveza, vento
Ontem hoje amanha
Incertezas certas de momentos preenchidos completos
que se esvaem
tranformação
o nada que carrega tudo consigo e traz tudo consigo
como o vento
Aonde estou
Quem sou 
O que faço
não sei
Só vivo
Não é a passividade frente a maré
É a natureza do vento
É o movimento
é a dança
que nunca para, senão desfalece

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sorriso Nômade

Sorriso Nômade
Brinde comigo este poema
As  palavra de alegria em detrimento das tristes
Glorifiquemos todos os abraço
Beijos sorrisos e com toda certeza, toda gargalhada
Quero antes exaltar as brincadeiras
A cumplicidade
As noites não dormidas antes das 3 da manha
E as manhas que começam junto com a tarde.

Os olhares se renovam Sorriso Nômade
Assim como a vida e as pessoas
Deixemos a fragilidade aos copos
Mas não deixemos de brindar
Pelo que veio e pelo que virá

Não retiremos jamais o sorriso da face
E a bebida dos copos
A noite ou o dia é um momento só
Que nos espera ansiosamente
Sejamos simples e irresponsáveis
Pois assim é a alegria

E brindemos enfim!
E continuemos a andar Sorriso Nômade




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Momento do horizonte

Ao redor, água.
O mar calmo
A brisa leve e constante
Sopra minha vela
Faz meu barco vagar por águas sem terras
Sem nenhuma terra

Debruco sobre a proa
e vejo a agua deslizar sobre o casco
E mil ondulacoes se formam

A agua trepida,
E novamente volta a se acalmar

O céu limpo,
Vazio de nuvens
Céu e mar azul
Sem nada
Somente eu e meu barco
Vagando

Não mais procuro terras
Não mais procuro portos
Meus pes ja se acostumam a ondulação
E do mar tiro tudo que preciso

O mar e eu
Como um só
É o que basta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que me falta é a palha e a rede
E o olhar ao mar e o observar das marés
É não ter pressa, é nao precisar do tempo
Te-lo em sua totalidade

O que preciso é ver uma planta crescer
Dia a dia lentamente
Sem que eu nada possa fazer para acelera-la

Me falta arrebentar os relógios
Os tempos e as maquinas
Andar na vida como quem anda de mão dadas com uma criança
Que quer ver e pegar tudo a sua volta
sem que isso lhe retarde o caminho

Preciso fazer as pazes com minha filha que há tempos esqueci lá atras
E com o meu pequeno eu que ja tem sua pequenas pernas cansadas de tanto correr

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Indrajit

Orquestra com maestria os pensamentos
Tece com o olhar a imaginação e fantasia de qualquer outro
Delicia com palavras ou gestos a relidade que ainda nem existe


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Do dia a noite

No abrir pesado dos olhos
O gosto amargo na boca
O peso do corpo, afundado na cama entrelaçado pelos lençois enrolados
Da janela o sol estourado
Esquentando o rosto e latejando os pensamentos
O dia anuncia ainda ser dia
A agua caindo bem, como a cerveja de outrora

O sufoco trazido pelo quarto
E toda a brisa de liberdade presa lá fora
A espera pela noite
Pelo copo e pela fumaça
Dos risos e abraços
Contindos pela falsa aparencia saudável do dia


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Album de fotografia

Sobre o amor e os detalhes que guardo todas as minhas memorias
Sobre as delicias da forma que conto minhas historias
Sobre o reviver em sonho cada uma delas e ter passados nos presentes conviendo de forma estranhamente harmonica
Sobre você que são tantos vocês e ao mesmo tempo um ser tao particular
Enfim minhas grandes memorias, em um album de fotografia
Que cuido com tanto carinho

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sorrisos e facas
Das palavras afiadas os cortes mais profundos
Do abraço amigo a confianca duvidosa
Olhos, abraços palavras, gestos
Em que confiar?
A quem abraçar?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

De repente descubro que minha racionalidade não tem logica
Não que seja algo de momento, não!
Mas a razão é um mito completo

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Desconsciencia

Ela se esvairá...
Como o éter no ar se dilui
Mas ela irá mais bruscamente
Ou será que ja está se desfazendo

Os momento de tempo sem tempo
De vago pensamento
De automação dos atos
E o olhar perdido..
A boca seca
Vaga de palavras

Ela está se esvaindo
Ou se esvai por tempos...
Segundos..
Ou talvez horas que pareçam minutos

E o entorno que nos é tão distante
E tudo que nos parece tão próximo
desmancha-se junto
Mancha opaca
Envelhecida pelo tempo

Tem alguém ai?
De quem são esses rastros que surgem?
Só ouço silêncio, mas sinto presença..
Alguém que não fala só observa
vigia meus passos por minhas palavras...
Está ouvindo agora?
Tem alguém ai?

TATO

Um pequeno toque
O leve passar de mãos
Ou mesmo a mão envolta no braço
Elevar o sorriso de canto de lábio
e um mero piscar de olhos
A um carinho
Distante ou talvez sem jeito
Mas que ao menos se aproxima