domingo, 23 de dezembro de 2012

Aos que amei
Aos que amo
Aos que amarei
Prometo-lhes total intensidade

Cerejeiras

De repente tudo acontece assim... De repente
Como repentista que improvisa e acelera
Sem saber o que vem pela frente

E os sonhos mudam
E os olhos mudam, assim como os sorrisos e pensamentos
A efemeridade como a única concretude existente
Que pesa e é levada pela mais leve brisa


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A escura loucura

A loucura as vezes susurra em meu ouvido
como se quisesse me despertar da vida para o sonho
E tudo o que vejo na minha frente é a imensidão
Uma imensidão negra
Que me reduz ao nada
E tudo que posso fazer é abraça-la
Mas quando vejo ela já me envolveu por completo

domingo, 9 de dezembro de 2012

Aborto Natural


Meu ventre agora é como um túmulo
Onde jaz sua ausencia
São apenas  nos sonhos que te encontro
E lhe protejo em meus braços
Neles você não foi prematuramente
Fraca morte de poucos suspiros
Sorrisos e choros 
Que serão sempre recordados por mim

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sinais de fumaca

Para toda palavra há um silêncio
com a duração proporcional a profundidade da mesma.
Dos pés que balançam a boca selada
Do espasmo, do esboço de um sentimento deflagrado
Fica o olho vidrado, inerte
Entre miragens  trazidas de um mundo esgarço
A mente a sobrevivente
De uma paisagem cada vez mais fluida
De personagens cada vez mais aereos

no samba


A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.
Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.
A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.