domingo, 28 de outubro de 2012

Metafísica artistica da busca do Eu

Quero a essência
Na verdade procuro-a em uma eterna busca
Que antes duraria só por uma infância
Infancia perdida deflagrada por simples sensações
Em um tempo que há de sempre retornar

Procuro nessa busca
Um desvelamento de um outro mundo que jamais existirá
Que quem sabe conhecerei em um tempo que nem mesmo serei eu
O eu da busca de um eu perdido
Um eu de escombros e ruinas
Diversificado como um colcha de retalhos

Habita em um vácuo temporal
O agora, composto de instantes de passado e futuro
Montado artificialmente de forma orgânica
Onde lembranças e sonhos se confundem
No surreal inconsciente de um sonho

Tento consciente
No fechar dos olhos enxergar mais do que não se vê
O tortuoso caminho expressionista de um sonâmbulo
Que busca sua essência
No estalar de dedos

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