sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ficçao de um novo alinhamento

No instante em que o coração parou sua alma caiu em seu corpo novamente
Um senhor, velho, decrepito, suas rugas eram como um solo seco, seco de qualquer tipo de vida
Os sorrisos iniciais com o tempo foram ficando confusos
As rugas diminuiam e a vida aumentava
O problema foi a generalização do fenomeno
As primeiras dores nas costas da meia idade foram passando
Os primeiros passos e primeiras palavras sendo esquecidas
A morte nunca foi facil mas já sabia-se de algum modo o que ocorria e o como lhe dar com ela
Mas o que falar ou fazer com as mãe cada vez mais novas que viam seus bebes virarem fetos?
O susto e o medo de desconhecido, agora de um novo desconhecido
Para a vida dos pequenos fetos, uteros artificias, até que começaram a sumir os primeiros
As rezadeiras não sabiam o que pedir, afinal não existia um eterno descanso, ou mesmo céus e infernos para quem não morre.
O barulho típico, o cheiro de pólvora e um cadáver de quem não suportava mais rejuvenescer
O futuro começou a ser mais certo que o passado.
Aos poucos cada vezmais crianças enterravam os corpos  daquelas pessoas tão joviais
Olhares para os cemitérios
Para os antigos mortos, nenhum ressucitou
E o mundo começou a girar em outro sentido
Onde nada mais fazia nenhum tipo de sentido

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