terça-feira, 5 de abril de 2011

Mãos

O menino seguia o pai de mãos dadas
apesar da caverna tão escura assim como o próprio tempo lá fora ele não pisava atrás
Olhava com receio o caminho e a cada duvida olhava o pai
O pai de tão firme olhava apenas para frente e essa firmeza era o que lhe bastava
Não demorou muito para sequer lembrar da onde estava, simplesmente marcava a pequena pegada logo ao lado da grande.
Quando o pai parou ele apenas olhou inocentemente para sua face, mas ao ver a menor expressão de medo, encheu se de pavor e correu, correu sozinho naquele lugar estreito até se perder em meio a falta de luz, sem ao menos ver do que corria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário