sexta-feira, 22 de abril de 2011

Particula

A areia escorre das mãos naturalmente
A queda é inerente a sua vontade
Cai e se junta as demais dela
E no meio de tantas se confunde.
Confunde seus grãos e sua identidade
E lá permanece, cada vez mais inerte
O vento a leva, com a força que quer
E ela se perde entre tantas
Fica a merce do esquecimento
Pois no deserto ninguém dá valor a areia

terça-feira, 19 de abril de 2011

A beleza está nos detalhes
nos detalhes quase ocultos
que só quem entende enxerga

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Titulo como imagem

"Depois que pegadas diferentes se cruzam em meio as areias, elas tendem a seguir um outro caminho, juntas"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mãos

O menino seguia o pai de mãos dadas
apesar da caverna tão escura assim como o próprio tempo lá fora ele não pisava atrás
Olhava com receio o caminho e a cada duvida olhava o pai
O pai de tão firme olhava apenas para frente e essa firmeza era o que lhe bastava
Não demorou muito para sequer lembrar da onde estava, simplesmente marcava a pequena pegada logo ao lado da grande.
Quando o pai parou ele apenas olhou inocentemente para sua face, mas ao ver a menor expressão de medo, encheu se de pavor e correu, correu sozinho naquele lugar estreito até se perder em meio a falta de luz, sem ao menos ver do que corria.