quarta-feira, 30 de março de 2011

C'est très bon de vous avoir au lever du soleil

segunda-feira, 28 de março de 2011

O contador de estrelas

Ele então olhou o céu, escolheu a estrela mais forte e marcou como ponto inicial.
Ele então começou a contar, e noite após noite viajou por seu planeta contando todas as strelas do céu.
Ele então chegou a um número, "dezoito mil, trezentos e sessenta e sete", essa era a quantidade exata das estrelas que tinha no céu, e ficou feliz quando depois de contar a última avistou a estrela mais forte novamente.
Ele então notou que bem próximo à aquela estrela havia um ponto de luz fraquinho, e decidiu subir no alto de uma árvore para enxergar melhor. E pra sua surpresa percebeu mais três estrelas fraquinhas, que não havia enxergado antes, pelo brilho forte da primeira, mas assim sendo deveriam existir outras estrelas que não viu.
Ele então voltou a andar noite após noite, subindo nas árvores mais altas e recontando as estrelas, porém o que mais brilhava nas escuras noites, era seu sorriso, não por ter descoberto que haviam mais estrelas, e sim por ter percebido que sempre poderia ter mais uma.
Tão bom ver que idéia que tínha sobre a perfeição era apenas uma idéia, A perfeição vai muito além.
O deliciar aparenta ser algo concreto
Algo que podemos sentir de diversas formas
De sorrisos a carinhos
De olhares À propria cumplicidade
Assim como a concretude do próprio amor
O sentimento que afeta de modo tao direto
O instante e mesmo o momento que se prolonga e se eterniza na memória do ser
Tudo tão concreto que não precisamos mais ver
Tocar ouvir, sentir
Vivemos
Vivemos não como algo voluntário
Vivemos por ser incontrolável e não nos restar escolha
Somos levados de tal forma que não conseguimos sequer raciocinar
Mas claro, certas coisas não cabem à ordem da razão
Sente-se na mente mas não se digere em pensamentos
Essas abstrações concretas
Se digerem na alma, alimentam o ser de modo mais leve
mais sublime

segunda-feira, 21 de março de 2011

In : O processo civilizador

Meu silêncio berra
Um estridente e inaudível som
Tão forte a ponto de emudecer
Grave e vibrante toráxico
Onde os gestos e palavras não falam

Meu silêncio em seus olhos tenta ser ouvido
Tenta fazer sentir-se em seu corpo
Ou mesmo adentrar-se em sua pele

Meu silêncio, manifesto ou contido
Corta minhas veias ao se libertar
Rasga meu peito e meus músculos
Faz-me tremer a alma e arrepiar-me por inteiro

E tão calmamente, apenas com um sorriso
Com um entrelaçar de mãos ou troca de olhares
Aquieta-me a garganta e ouve meu silêncio

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que são palavras senão só palavras
quais são os gestos de sua realidade criada
A imaginação nao basta
E cria-se a fantasia no proprio concreto

Que sensações que não são criadas
Que vidas e emoçoes sao vividas
Que respiro e suspiro é verdadeiro?

terça-feira, 8 de março de 2011

La théorie de l'univers

Do pensamento as palavras que se emudecem
Das mãos os gestos inexpressos
E da respiração o folego falho

Do segundo, a medida ainda menor
Do passo à falta do chão
E da ordem o caos

A formula inexata
A matematica errada
As palavras inexistentes
Do pensamento um vazio abstrato

O sublime do indeterminado
Impreciso caotico exato!
E a complexidade impossivel, surrealista

O mundo sem mascara
A ilusão rasgada
E o sentimento ainda nao descoberto
Espasmado frente ao grão sempre presente
Micro e Macro
Uno eterno inecriado inexistente

domingo, 6 de março de 2011

Duo

Acordei com seu olhar
E do gesto mais simples
Senti o sublime
Do toque mais leve
Acordei os sentidos
E as palavras
chamou me a alma

À beira do ouvido
Dentro dos olhos
Entre os cabelos
Sobre a pele

E do complexo ao simples
Da força a leveza
E vice versa
Na dualidade que soma
Que completa