segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando entrei pela cozinha os olhares se trocaram
Ele, eu tão pequenino
Eu, ele tão grande
A ponto que os olhares espantados com a presença de ambos se resumiu em risadas
A cumplicidade dele descendo da mesa depois de pousar o pote de biscoitos no alto da geladeira e da minha simples água, sorrindo
- Queria ver se fosse sua mãe
- Não não, eu só queria ver se ainda tinha
E aquele semi sorrido de ambos
Também nunca dei o braço a torcer mesmo quando descoberto
Mas a moral hipócrita as vezes se faz necessário.
Não cortando, não agredindo simplesmente tendo a presença como a própria consciencia
Se ver e se conhecer
Pegar a si mesmo
E ao final do jantar trocar sorrisos e expressões engraçadas
E ainda ouvir num tom que faz cocégas na alma
Mãe ainda tem biscoito?

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