terça-feira, 11 de janeiro de 2011

C21H23NO5

Minha droga
Meu vício
Escárnio que me faz rastejar

Minhas veias espelem o sangue
E meus olhos rodopiam desconcertados
Mãos trêmulas, pêlos eriçados
E o seco na boca de um animal

A rua como unico caminho
Deserto na noite chuvosa
Onde cada gota me chama atenção
Para a ilusão de seu corpo revelado

A bebida e o mundo que já desconheci
O pulsar dos musculos e os sonhos pandemocíacos
Onde o sol nasce e é assasinado tendo-nos como cúmplices
Onde não há tempo, espaço
só meu vício,
escorrendo entre meus dentes
dilacerando-me a pele
Fisgando-me o olhar e o cristalizando na sua carne

Na noite no sonho ou mesmo no surreal
me encontras facil hipnotizado no meio do nada
com contrações involuntarias e pequenos taquicardias
num mundo pos guerra onde procuro te na mente
num eterno estado de choque

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