domingo, 30 de janeiro de 2011

De grão em grão o mar e a rocha criam a praia

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando entrei pela cozinha os olhares se trocaram
Ele, eu tão pequenino
Eu, ele tão grande
A ponto que os olhares espantados com a presença de ambos se resumiu em risadas
A cumplicidade dele descendo da mesa depois de pousar o pote de biscoitos no alto da geladeira e da minha simples água, sorrindo
- Queria ver se fosse sua mãe
- Não não, eu só queria ver se ainda tinha
E aquele semi sorrido de ambos
Também nunca dei o braço a torcer mesmo quando descoberto
Mas a moral hipócrita as vezes se faz necessário.
Não cortando, não agredindo simplesmente tendo a presença como a própria consciencia
Se ver e se conhecer
Pegar a si mesmo
E ao final do jantar trocar sorrisos e expressões engraçadas
E ainda ouvir num tom que faz cocégas na alma
Mãe ainda tem biscoito?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Marca d'agua

Seu amor errante
Por minutos desejado
Seu véu fácil
E minha entrega desconfiada
Palavras soltas, estranhas
Conversas, gestos
Relações de anos
Fragmentos de segundos
Me sentia enganado
Como se me tentasse
Hipnotizasse
Nunca com provas
E você sorria
Fazia sua marca
Simples
Da memória apenas
Não da minha
Da sua
Sua vida
Seus instantes
E as feridas
Por mim temidas
Ilusões
Minhas
Jamais suas
Da minha vida
Dos meus instantes
Me afoga no céu verde azulado

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Olhos os espelhos da alma

Notei então naquela fala algo tão poético
"Vamos verificar a qualidade de suas lágrimas"
E então depois de alguns exames o diagnóstico:
"Seus olhos não estão bem... muito ressecados..."
Então me passou um colírio...
Alta performance...
" São como lágrimas artificiais...
Vão melhorar a sensibilidade"
1 mes
primeiros 10 dias - de 6 em 6 horas
10 dias - de 8 em 8 horas
10 dias - de 12 em 12 horas

"Vamos começar tratando primeiro, pense a longo prazo, dá pra fazer esse sacrifício? rs"

Qualidade de minahs lágrimas
Remedios, remediar para prevenir
Lágrimas artificiais
Para ajudar a recuperação dos olhos
Para só depois conseguir enxergar sem auxílio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hoje sonhei com outra face
Face desconehcida que se apaixonou no olhar
E com sorrisos de vergonha falhava a fala
Sonhei com um toque diferente, simples
E com um encantamento singelo
De quem conhecia um novo amor

domingo, 16 de janeiro de 2011

Alma exterior se reduzindo, me sentido como se quatro paredes de um cárcere estivessem se erguendo....e se estreitando
Para onde vão meus sorrisos
Abraços e carinhos
Incentivos e ídolos
vivos de carne e osso

Como será reconstruir templos
das poucas ruinas que sobrarão
De um lar que me protegia de toda tempestade
E como um jardim me trazia frutas, apesar dos espinhos

Como ter apenas na lembrança, o que eu tinha na pele
Como acostumar o coração de não te-los a vista
Grandes mestres que sempre me acolheram
Ou melhor que sempre acolheram, seja quem fosse
Que sabia da vida antes de tudo
Pois viviam sentiam sorriam e se permitiam.

Queria terminar com um fim feliz, mas porque terminar? porque um fim?
Sem poesia!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O vendedor de flores

-Quer comprar uma rosa amigo?

-Sinto muito, não tenho a quem entregar, por acaso o senhor vende amores?

-Compre para si mesmo, não há nada melhor que o amor próprio.

- Se apenas a mim me bastar o que seriam do amor pelos outros?

- Hora se tiveres apenas uma pessoa O que será das demais e de si mesmo?

- Tem rosas suficiente para o mundo?

- Se assim queres, deverás viajar eternamente a colher rosas e pessoas a quem as possa entregar.

- Assim o farei!

-Permite que esse vendedor de flores lhe de um conselho: Não espere colher o número suficiente de rosas, entregue-as logo , para que não murchem! E não as entregue em seu ápice da beleza, quando já está toda desabrochada e só tende a desfalecer, entregue-as ainda botão para que possam ver o crescer da beleza das flores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Passividade

O que me movimenta é o vento
O movimento do ar que levanta folhas
O que me freia é o atrito
De qualquer coisa que não me queira ver andar
E meu Interior é a inercia

...
Pensamento físico de onde surge forças internas?
Qual a relação quantica de força e energia?
Do velho não há de vir nada novo

....

Viarando 17 páginas

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Minha decisão como sempre é contrariar os demais

Sentir só isso já basta
O canto agora parece mais um zumbido
A alma tao perto da pele
Ultrapassa pelos poros dando uma sensação de frio e levitação
A mente relaxada agora concentrada nos dedos
nas semente que conto e canto
E então volto
Cantando e sorrindo
E sentindo a alma

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Se desejo um sorriso porque não o seu?

C21H23NO5

Minha droga
Meu vício
Escárnio que me faz rastejar

Minhas veias espelem o sangue
E meus olhos rodopiam desconcertados
Mãos trêmulas, pêlos eriçados
E o seco na boca de um animal

A rua como unico caminho
Deserto na noite chuvosa
Onde cada gota me chama atenção
Para a ilusão de seu corpo revelado

A bebida e o mundo que já desconheci
O pulsar dos musculos e os sonhos pandemocíacos
Onde o sol nasce e é assasinado tendo-nos como cúmplices
Onde não há tempo, espaço
só meu vício,
escorrendo entre meus dentes
dilacerando-me a pele
Fisgando-me o olhar e o cristalizando na sua carne

Na noite no sonho ou mesmo no surreal
me encontras facil hipnotizado no meio do nada
com contrações involuntarias e pequenos taquicardias
num mundo pos guerra onde procuro te na mente
num eterno estado de choque

Incompletude

Quero sua pele e sua carne
Lhe ter gritando de prazer
desfalecendo e vivendo em meus movimentos

quero sua unha na pela
seus dentes no pescoço
quero lhe dar a sensação que nunca teve
quero que sinta a alma
o espirito
acordar pra um mundo que já está gritando

domingo, 9 de janeiro de 2011

A colecionadora

Seus sorrisos tão parecidos com os meus
Suas dúvidas seu jeito
Tudo tão igual
Poemas frases beijos
decepções e uma estranha ligaçao que nao rompe

Seus sorrisos tão parecidos com os dele
Suas duvidas seu jeito
Tudo tão igual
Poemas, frases, beijos?
decepçoes e uma estranha ligação que nao se rompe

Rompe

Dias, horas, minutos, segundos

Seus sorrisos tão parecidos com os meus
Seus planos seus sonhos
suas dúvidas e inseguranças
Tudo tão igual e o que nos separa talvez uma distancia apenas
E o que te separa deles? o tempo talvez?



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Me tornando uma pessoa ciumenta

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Das duas os olhares
Os vestígios
As histórias a mim confessada de uma
E as histórias a mim imaginadas de outra
Os sorrisos que não se destinam a mim
E aquele olhar que me atinge a alma

Os desejos que me causam
Não o desejo a ninguém
Egoísmo ou quem sabe altruismo
Uma linha que nao se rompe
Presa em mim com um azol que me fisga rasgando a pele
trazendo o arder e o bom vermelho sangue
sangue amargo que na garganta tem outro gosto
Seu gosto, meu gosto
nosso gosto
Tão próprio e único
E os demais gostos e sabores
Que desejo sentir, supra sentir
ser, viver, me perder
Só podem vir de vocês duas e de mim
Nao dos outros
Que cismam em querer lhes sentir

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Até nas coleções somos iguais?