quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Morning suicide

A morte como eterno sono
e o sono eterno em cada manha
que se rompe para o nascer mecanico do trabalho
E sobrevivo as tardes igualando me a um zumbi
alimentando-me de cérebros
Para que tantos se não há vida?
Porque nao consumir meu proprio
ou falta me um?

Nas manhas perdidas
Ficam perdidas tantas outras coisas
tantas outras vidas.

A noite me embriago
E logo cedo com tamanha embriaguez
Perco me as razoes
E tomo minha dose de cianureto



domingo, 11 de dezembro de 2011

As ponte foram caindo
Os castelos envelhecendo
E tudo ficando com um tom sépia e preto e branco
Beleza cristalizada
Sonho cristalizado
Memória de um tempo e espaço já vivenciados
Em um passado aparentemente tão remoto
Que nao sei mesmo se eu já existia

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reflexão monográfica

Rotina se repete
Se repete até o tempo em que se desgasta
Desgaste lento, arrastado
A gota que sempre cai sobre a pedra
Até que fura.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Que o sublime se foda

O rompimento do sublime
assim como o mergulho no mais profundo abismo
Liberaçao de fios títeres
E o bom e velho dedo do meio depois da cerveja
A raiva é a substancia primordial do amargar da boca

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Particula

A areia escorre das mãos naturalmente
A queda é inerente a sua vontade
Cai e se junta as demais dela
E no meio de tantas se confunde.
Confunde seus grãos e sua identidade
E lá permanece, cada vez mais inerte
O vento a leva, com a força que quer
E ela se perde entre tantas
Fica a merce do esquecimento
Pois no deserto ninguém dá valor a areia

terça-feira, 19 de abril de 2011

A beleza está nos detalhes
nos detalhes quase ocultos
que só quem entende enxerga

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Titulo como imagem

"Depois que pegadas diferentes se cruzam em meio as areias, elas tendem a seguir um outro caminho, juntas"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mãos

O menino seguia o pai de mãos dadas
apesar da caverna tão escura assim como o próprio tempo lá fora ele não pisava atrás
Olhava com receio o caminho e a cada duvida olhava o pai
O pai de tão firme olhava apenas para frente e essa firmeza era o que lhe bastava
Não demorou muito para sequer lembrar da onde estava, simplesmente marcava a pequena pegada logo ao lado da grande.
Quando o pai parou ele apenas olhou inocentemente para sua face, mas ao ver a menor expressão de medo, encheu se de pavor e correu, correu sozinho naquele lugar estreito até se perder em meio a falta de luz, sem ao menos ver do que corria.

quarta-feira, 30 de março de 2011

C'est très bon de vous avoir au lever du soleil

segunda-feira, 28 de março de 2011

O contador de estrelas

Ele então olhou o céu, escolheu a estrela mais forte e marcou como ponto inicial.
Ele então começou a contar, e noite após noite viajou por seu planeta contando todas as strelas do céu.
Ele então chegou a um número, "dezoito mil, trezentos e sessenta e sete", essa era a quantidade exata das estrelas que tinha no céu, e ficou feliz quando depois de contar a última avistou a estrela mais forte novamente.
Ele então notou que bem próximo à aquela estrela havia um ponto de luz fraquinho, e decidiu subir no alto de uma árvore para enxergar melhor. E pra sua surpresa percebeu mais três estrelas fraquinhas, que não havia enxergado antes, pelo brilho forte da primeira, mas assim sendo deveriam existir outras estrelas que não viu.
Ele então voltou a andar noite após noite, subindo nas árvores mais altas e recontando as estrelas, porém o que mais brilhava nas escuras noites, era seu sorriso, não por ter descoberto que haviam mais estrelas, e sim por ter percebido que sempre poderia ter mais uma.
Tão bom ver que idéia que tínha sobre a perfeição era apenas uma idéia, A perfeição vai muito além.
O deliciar aparenta ser algo concreto
Algo que podemos sentir de diversas formas
De sorrisos a carinhos
De olhares À propria cumplicidade
Assim como a concretude do próprio amor
O sentimento que afeta de modo tao direto
O instante e mesmo o momento que se prolonga e se eterniza na memória do ser
Tudo tão concreto que não precisamos mais ver
Tocar ouvir, sentir
Vivemos
Vivemos não como algo voluntário
Vivemos por ser incontrolável e não nos restar escolha
Somos levados de tal forma que não conseguimos sequer raciocinar
Mas claro, certas coisas não cabem à ordem da razão
Sente-se na mente mas não se digere em pensamentos
Essas abstrações concretas
Se digerem na alma, alimentam o ser de modo mais leve
mais sublime

segunda-feira, 21 de março de 2011

In : O processo civilizador

Meu silêncio berra
Um estridente e inaudível som
Tão forte a ponto de emudecer
Grave e vibrante toráxico
Onde os gestos e palavras não falam

Meu silêncio em seus olhos tenta ser ouvido
Tenta fazer sentir-se em seu corpo
Ou mesmo adentrar-se em sua pele

Meu silêncio, manifesto ou contido
Corta minhas veias ao se libertar
Rasga meu peito e meus músculos
Faz-me tremer a alma e arrepiar-me por inteiro

E tão calmamente, apenas com um sorriso
Com um entrelaçar de mãos ou troca de olhares
Aquieta-me a garganta e ouve meu silêncio

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que são palavras senão só palavras
quais são os gestos de sua realidade criada
A imaginação nao basta
E cria-se a fantasia no proprio concreto

Que sensações que não são criadas
Que vidas e emoçoes sao vividas
Que respiro e suspiro é verdadeiro?

terça-feira, 8 de março de 2011

La théorie de l'univers

Do pensamento as palavras que se emudecem
Das mãos os gestos inexpressos
E da respiração o folego falho

Do segundo, a medida ainda menor
Do passo à falta do chão
E da ordem o caos

A formula inexata
A matematica errada
As palavras inexistentes
Do pensamento um vazio abstrato

O sublime do indeterminado
Impreciso caotico exato!
E a complexidade impossivel, surrealista

O mundo sem mascara
A ilusão rasgada
E o sentimento ainda nao descoberto
Espasmado frente ao grão sempre presente
Micro e Macro
Uno eterno inecriado inexistente

domingo, 6 de março de 2011

Duo

Acordei com seu olhar
E do gesto mais simples
Senti o sublime
Do toque mais leve
Acordei os sentidos
E as palavras
chamou me a alma

À beira do ouvido
Dentro dos olhos
Entre os cabelos
Sobre a pele

E do complexo ao simples
Da força a leveza
E vice versa
Na dualidade que soma
Que completa

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

-Que est que vous voulez dit?
-Rien..
-Non, vous voulez dit quelque chose, je sais!
-Rs, non non, j'ai dejà dit, je ne veux pas dit rien
-Je peux lit votre yeux, et quelque chose dans ils veux me dit quelque chose
Silence

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Que meus gritos corram em minhas veias para que nao possa ouvi-los
Seja a minha insonia um fator de criação
E que não encontre o mundo apenas refletido em seus olhos
Anamorfoseado,
Distorção de um real vivido
A cada suspiro se eleve o/ao meu ser
Sublime dos sentidos platonicos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Partons Vite

Allez danse, danse, vient dans mes bras,
Allez tourne, tourne, reste avec moi,
Allez partons vite si tu veux bien, dès le jour,
Le soleil brille très haut tu sais,
Mais j’aime ça, je t’attendais
Alors partons vite si tu veux bien, sans retour…

Rit plus fort et parle-moi
De nos projets, de nos rêves tout ça
Donne-moi la main, embrasse-moi, mon amour
Le temps comme ami, moi je veux bien
Mais les amis ça va, ça vient,
Alors partons vite brûler le jour et la nuit

Evidemment, tu l’aimes encore,
Je le vois bien tu sais, et puis alors ?
Mais pour l’instant ferme tes yeux, passe ta main dans mes cheveux.

Je veux entendre, ton cœur qui bat, tu sais, je crois qu’il chante pour moi
Mais en douceur comme ça tout bas, comme un sourd
Mon cœur lui s’emballe, il vole haut, peut être un peut trop haut pour moi
Mais je m’en fou, je suis vivant pour de bon

Allez danse, danse, regarde-moi
Allez tourne, tourne, ne t’arrête pas
Allez partons vite, si tu veux bien, dès le jour
Le soleil brille, profitons-en
Je t’attendrai, je t’aime tant
Alors vas-t’en vite si tu veux bien, sans retour

Evidemment, tu l’aimes encore,
Ça crève les yeux mon dieu, tu l’aimes encore
Mais pour l’instant ferme tes yeux, passe ta main dans mes cheveux

[i]allez danse mon amour ! allez danse !
Faisons de nos enfants des droits !
Fait tourner le monde mon amour, fait tourner le monde[/i]

Allez danse, danse, retourne-toi
Allez tourne, tourne, ne t’arrête pas
Allez partons vite, si tu veux bien, dès le jour
J’ai manqué d’air je m’en souviens,
Toutes ses années sans toi sans rien
Même mes chansons se baladaient le cœur lourd

Evidemment, tu l’aimes encore,
Ça crève les yeux mon dieu, ça crève les yeux mon dieu
Mon dieu….
A dualidade de um indivíduo é muito mais plural

A força do chaos

Busco a efemeridade
Para desconstruir o que há de concreto
E sublimar o que há de essencial
Pois o imaterial é o que há de mais concreto

Das areias o menor grao
Da pedra o pó
Da agua a sensação
A volatilidade
Que reduz a pedra ao grão
E conduz o grão por seus próprios caminhos

Da terra p ar
Que retira a mais profunda raiz
Arrasta o que for pra onde quer
O intocável
O invisível
A realidade na sua veracidade maior

green day feelings

Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am i just paranoid?
Or am I just stoned

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Votre ciel

Votre peau
Nos mains
Les soupirs
Et le grand ciel
Nos bisous, touch..
Et le désir de se gratter le ciel et les étoiles

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vem vento e traz o que há de melhor
Passe entre as árvores e traga o perfume das flores
Dos mares traga a suave brisa
E do mundo traga as diversas histórias

Vem vento e passe por mim
Traga me o que tiveres
Brinque em meus cabelos
E faça sentir-se na pele

Venha vento para onde eu estiver
Me encontre e se perca comigo
Passe entre meus pés e se eleve à minha cabeça

Venha vento e me deixe flutuar
Permita-me ser leve como você
E sem pensamentos vagar

Mostre vento a simplicidade da existencia
Desmancha as dunas de areia
Agita as grandes árvores
E venha me abraçar
Os ponteiros seguem sua jornada
Sempre o mesmo caminho
O mesmo giro e a sua dança própria
Singular e lenta
Cada segundo é um segundo
E cada momento único
Seu ritimo sempre marcado
É sentido no pulsar do coração
O tempo se faz presente
Presente que mescla com futuro
Traz o passado
Mas se mantém unico
Se resume ao instante
A gota que cai
A folha que flutua
Ao piscar dos olhos
Ao suspiro, ao espasmo
O tempo que constroi
O instante cria

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E o grito emudece em um delicioso sorriso

domingo, 30 de janeiro de 2011

De grão em grão o mar e a rocha criam a praia

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando entrei pela cozinha os olhares se trocaram
Ele, eu tão pequenino
Eu, ele tão grande
A ponto que os olhares espantados com a presença de ambos se resumiu em risadas
A cumplicidade dele descendo da mesa depois de pousar o pote de biscoitos no alto da geladeira e da minha simples água, sorrindo
- Queria ver se fosse sua mãe
- Não não, eu só queria ver se ainda tinha
E aquele semi sorrido de ambos
Também nunca dei o braço a torcer mesmo quando descoberto
Mas a moral hipócrita as vezes se faz necessário.
Não cortando, não agredindo simplesmente tendo a presença como a própria consciencia
Se ver e se conhecer
Pegar a si mesmo
E ao final do jantar trocar sorrisos e expressões engraçadas
E ainda ouvir num tom que faz cocégas na alma
Mãe ainda tem biscoito?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Marca d'agua

Seu amor errante
Por minutos desejado
Seu véu fácil
E minha entrega desconfiada
Palavras soltas, estranhas
Conversas, gestos
Relações de anos
Fragmentos de segundos
Me sentia enganado
Como se me tentasse
Hipnotizasse
Nunca com provas
E você sorria
Fazia sua marca
Simples
Da memória apenas
Não da minha
Da sua
Sua vida
Seus instantes
E as feridas
Por mim temidas
Ilusões
Minhas
Jamais suas
Da minha vida
Dos meus instantes
Me afoga no céu verde azulado

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Olhos os espelhos da alma

Notei então naquela fala algo tão poético
"Vamos verificar a qualidade de suas lágrimas"
E então depois de alguns exames o diagnóstico:
"Seus olhos não estão bem... muito ressecados..."
Então me passou um colírio...
Alta performance...
" São como lágrimas artificiais...
Vão melhorar a sensibilidade"
1 mes
primeiros 10 dias - de 6 em 6 horas
10 dias - de 8 em 8 horas
10 dias - de 12 em 12 horas

"Vamos começar tratando primeiro, pense a longo prazo, dá pra fazer esse sacrifício? rs"

Qualidade de minahs lágrimas
Remedios, remediar para prevenir
Lágrimas artificiais
Para ajudar a recuperação dos olhos
Para só depois conseguir enxergar sem auxílio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hoje sonhei com outra face
Face desconehcida que se apaixonou no olhar
E com sorrisos de vergonha falhava a fala
Sonhei com um toque diferente, simples
E com um encantamento singelo
De quem conhecia um novo amor

domingo, 16 de janeiro de 2011

Alma exterior se reduzindo, me sentido como se quatro paredes de um cárcere estivessem se erguendo....e se estreitando
Para onde vão meus sorrisos
Abraços e carinhos
Incentivos e ídolos
vivos de carne e osso

Como será reconstruir templos
das poucas ruinas que sobrarão
De um lar que me protegia de toda tempestade
E como um jardim me trazia frutas, apesar dos espinhos

Como ter apenas na lembrança, o que eu tinha na pele
Como acostumar o coração de não te-los a vista
Grandes mestres que sempre me acolheram
Ou melhor que sempre acolheram, seja quem fosse
Que sabia da vida antes de tudo
Pois viviam sentiam sorriam e se permitiam.

Queria terminar com um fim feliz, mas porque terminar? porque um fim?
Sem poesia!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O vendedor de flores

-Quer comprar uma rosa amigo?

-Sinto muito, não tenho a quem entregar, por acaso o senhor vende amores?

-Compre para si mesmo, não há nada melhor que o amor próprio.

- Se apenas a mim me bastar o que seriam do amor pelos outros?

- Hora se tiveres apenas uma pessoa O que será das demais e de si mesmo?

- Tem rosas suficiente para o mundo?

- Se assim queres, deverás viajar eternamente a colher rosas e pessoas a quem as possa entregar.

- Assim o farei!

-Permite que esse vendedor de flores lhe de um conselho: Não espere colher o número suficiente de rosas, entregue-as logo , para que não murchem! E não as entregue em seu ápice da beleza, quando já está toda desabrochada e só tende a desfalecer, entregue-as ainda botão para que possam ver o crescer da beleza das flores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Passividade

O que me movimenta é o vento
O movimento do ar que levanta folhas
O que me freia é o atrito
De qualquer coisa que não me queira ver andar
E meu Interior é a inercia

...
Pensamento físico de onde surge forças internas?
Qual a relação quantica de força e energia?
Do velho não há de vir nada novo

....

Viarando 17 páginas

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Minha decisão como sempre é contrariar os demais

Sentir só isso já basta
O canto agora parece mais um zumbido
A alma tao perto da pele
Ultrapassa pelos poros dando uma sensação de frio e levitação
A mente relaxada agora concentrada nos dedos
nas semente que conto e canto
E então volto
Cantando e sorrindo
E sentindo a alma

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Se desejo um sorriso porque não o seu?

C21H23NO5

Minha droga
Meu vício
Escárnio que me faz rastejar

Minhas veias espelem o sangue
E meus olhos rodopiam desconcertados
Mãos trêmulas, pêlos eriçados
E o seco na boca de um animal

A rua como unico caminho
Deserto na noite chuvosa
Onde cada gota me chama atenção
Para a ilusão de seu corpo revelado

A bebida e o mundo que já desconheci
O pulsar dos musculos e os sonhos pandemocíacos
Onde o sol nasce e é assasinado tendo-nos como cúmplices
Onde não há tempo, espaço
só meu vício,
escorrendo entre meus dentes
dilacerando-me a pele
Fisgando-me o olhar e o cristalizando na sua carne

Na noite no sonho ou mesmo no surreal
me encontras facil hipnotizado no meio do nada
com contrações involuntarias e pequenos taquicardias
num mundo pos guerra onde procuro te na mente
num eterno estado de choque

Incompletude

Quero sua pele e sua carne
Lhe ter gritando de prazer
desfalecendo e vivendo em meus movimentos

quero sua unha na pela
seus dentes no pescoço
quero lhe dar a sensação que nunca teve
quero que sinta a alma
o espirito
acordar pra um mundo que já está gritando

domingo, 9 de janeiro de 2011

A colecionadora

Seus sorrisos tão parecidos com os meus
Suas dúvidas seu jeito
Tudo tão igual
Poemas frases beijos
decepções e uma estranha ligaçao que nao rompe

Seus sorrisos tão parecidos com os dele
Suas duvidas seu jeito
Tudo tão igual
Poemas, frases, beijos?
decepçoes e uma estranha ligação que nao se rompe

Rompe

Dias, horas, minutos, segundos

Seus sorrisos tão parecidos com os meus
Seus planos seus sonhos
suas dúvidas e inseguranças
Tudo tão igual e o que nos separa talvez uma distancia apenas
E o que te separa deles? o tempo talvez?



......................................

Me tornando uma pessoa ciumenta

.....................................


Das duas os olhares
Os vestígios
As histórias a mim confessada de uma
E as histórias a mim imaginadas de outra
Os sorrisos que não se destinam a mim
E aquele olhar que me atinge a alma

Os desejos que me causam
Não o desejo a ninguém
Egoísmo ou quem sabe altruismo
Uma linha que nao se rompe
Presa em mim com um azol que me fisga rasgando a pele
trazendo o arder e o bom vermelho sangue
sangue amargo que na garganta tem outro gosto
Seu gosto, meu gosto
nosso gosto
Tão próprio e único
E os demais gostos e sabores
Que desejo sentir, supra sentir
ser, viver, me perder
Só podem vir de vocês duas e de mim
Nao dos outros
Que cismam em querer lhes sentir

................................................................................................................

Até nas coleções somos iguais?